Herman Bavinck (1854–1921) foi um importante ministro do Evangelho, que atuou na Holanda no final do século XIX e início do XX. Seu legado é visto tanto na área da Teologia quanto na construção de uma filosofia firmada sobre o fundamento de uma sólida e reformada interpretação da Palavra, aplicando-a às áreas da existência humana.
Neste opúsculo, você encontrará uma análise crítica do Marxismo escrita por Herman Bavinck. No apêndice, uma análise de sua visão sobre o Marxismo e sua relação com a Fé Reformada a partir de outros escritos seus. E, após os apêndices, dispus um QR Code que lhe dará acesso a um panfleto evangelístico visando marxistas. Você poderá baixá-lo e imprimi-lo quantas vezes desejar.
Herman Bavinck viveu na sociedade europeia pós-Revolução Francesa (1789); também foi contemporâneo de Karl Marx (1818–1883). Uma das características notórias de Bavinck é a sua alta capacidade de dialogar, analisar e refutar pensamentos, filosofias, pensadores e filósofos de sua época — que, não poucas vezes, estavam em tenro desenvolvimento. Com o Marxismo, não foi diferente.
Por “Marxismo”, considere o sistema filosófico materialista desenvolvido por Karl Marx. Depois de mais de 100 anos, o Marxismo (Clássico) desdobrou-se em diversas “variantes”; todas, porém, com a mesma essência; todas possuindo uma ligação histórico-identitária com o “Marxismo Clássico” — conforme James Sire e James H. Billington argumentam. Portanto, a análise de Bavinck continua nos sendo útil, mesmo quando o Marxismo Clássico deu lugar a “outros Marxismos”. A exemplo contemporâneo temos, no Brasil, os inúmeros partidos políticos que se autodenominam marxistas, comunistas ou socialistas. Há ministros, presbíteros e membros de igrejas que, do púlpito e de suas redes sociais, militam pela causa e pela agenda marxista no Brasil. Assim, consideramos que a visão desse prolífero teológico reformado beneficiará aos que professam a fé reformada hoje.
Por “Fé Reformada”, considere o sistema de doutrina exposto nas Confissões de Fé Reformada, particularmente, aquelas que Bavinck subscrevia (as Três Formas de Unidade, a saber, Confissão Belga, Catecismo de Heidelberg e Cânones de Dort) e as suas correlatas presbiterianas os Padrões de Fé de Westminster (Confissão de Fé, o Catecismo Maior e o Breve).
Oro para que este livreto seja útil para fortalecer o coração de inúmeros irmãos, abrindo-lhe os olhos para o grave perigo desse ímpeto religioso — o Marxismo, que se coloca, desde sua nascente, como um opositor de nossa fé.